Fezada – Seguro e Hollande

Quando o Porto, já nem me lembro de acontecer mas passe o exemplo, está a perder por dois ou três golos e ainda ganha, alguém dirá: “Eu estava com uma fezada que ainda íamos ganhar…” Quando a fé é grande, é assim mesmo.

António José Seguro e o PS, tinham uma grande fezada com François Hollande. As coisas não estavam – e francamente continuam a não estar – a correr bem ao PS nacional e Hollande era o messias que ia endireitar tudo. António José Seguro laudava as capacidades do senhor e mesmo o PS que se lhe opunha e opõe via na eleição do socialista francês o farol que lhes falta no líder português. Há uns meses num debate com Francisco Assis, tive oportunidade de dizer que achava que a possível eleição de Hollande ia trazer muitos socialistas de volta à terra. E assim foi.

Hollande, por inabilidade, por pragmatismo ou por ter de segurar o contribuinte francês e não o português, não é o grande promotor de supostas políticas de crescimento económico que o PS projectava há meses na sua figura. Cá os socialistas rangem os dentes. E isso mostra pelo menos uma coisa: que os partidos devem procurar soluções para os seus problemas no seu seio e não projectá-las em agentes exteriores. Além de mostrar também que o discurso que cá dentro se vende de que há políticas mágicas que nos tirariam da crise “e não dói nada” é um discurso que nem os amigos europeus dos nossos socialistas querem pôr em prática.

 

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