Socialismo galopante

E porque se fala por aí do regresso de governos de esquerda, convém lembrar que:

A antiga secretária de Estado dos Transportes Ana Paula Vitorino criticou hoje a interrupção do projeto ferroviário de alta velocidade (TGV), considerando-a um “profundo retrocesso” para a economia portuguesa.

(…)

o projeto, assinala, poderia sustentar-se economicamente por si próprio.

Já Mário Lino, disse que

“havia dinheiro” e o projeto da alta velocidade tinha “uma participação muito forte da União Europeia”.

“Andaríamos nos 11 mil milhões de euros e a participação do Estado seria qualquer coisa como 40%”, declarou.

E é isto. Duas declarações que servem para perceber duas coisas:

Em primeiro lugar, não estamos onde estamos por corrupção com diz Paulo Morais ou porque Sócrates tivesse sido desonesto. Estamos onde estamos porque há quem, honesta e genuinamente acredite que o TGV teria alavancado a economia e que “havia dinheiro”. Estes senhores, aliás, ganharam eleições com este discurso. Duas vezes. Gastaram na Parque Escolar, nas SCUT, nas PPP, endividaram o país para lá do suportável porque ia ser bom.

Em segundo lugar, percebemos também que é a isto que voltaremos se o PS pegar no país de novo. O discurso de Seguro sobre políticas de crescimento ou políticas activas de emprego vai redundar de novo em despesa pública. A que, como diz Ana Paula Vitorino, se financia a si mesma, claro. Nada dos disparates e erros de cálculo do passado.

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