Kadoorie Mekor Haim

O nome da sinagoga do Porto deve ser desconhecido da maioria dos meus leitores. Era-me pessoalmente desconhecido também até ter podido estar presente na celebração dos 75 anos da comunidade judaica do Porto, numa cerimónia a que se associou uma oportuna homenagem ao capitão Barros Basto; um daqueles homens que nos faz orgulhosos de ser portuenses.

Estudei a poucos metros da sinagoga, no Colégio Alemão, e passava todos os dias à porta do imponente edifício. Não me lembro de o ver aberto e fiquei muito feliz e honrado de estar no seu interior com a comunidade em dia de festa. O pequeno vídeo que se segue contém algumas palavras que deixei na ocasião, e faz um curto resumo da celebração.

O edifício relatado a seguir ao minuto 2 era na verdade o primeiro prédio do Colégio Alemão que existiu nos anos 30 onde hoje é uma pequena urbanização, junto da sinagoga. Ouvi a história das árvores quando estudava, ainda que “missiles” me pareça um pouco mais inspirado nos problemas com Gaza do que propriamente desse tempo. Mas fica o facto que torna ainda mais notável o trabalho do capitão: a sinagoga do Porto abre portas no ano de 1938, ano da Reichskristallnacht, no terreno contíguo ao Colégio Alemão do Porto.

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