Mais um bode

Os números do emprego já foram culpa da sazonalidade, da emigração (!), do empregos com 10 horas. A cada publicação do INE se vai à procura de novas justificações. Note-se que são sempre razões diferentes – é que as anteriores são desmentidas. Seria extraordinário considerar o efeito acumulado de todos estes efeitos no emprego. Teríamos provavelmente emprego negativo.

Olhemos rapidamente para a taxa de emprego e o peso dos empregados na rubrica “Administração Pública, Defesa e Segurança Social”. Construí o gráfico abaixo com a taxa de emprego “Real”, e com três cenários fictícios: um em que a rubrica fica a zero (compreensivelmente a taxa fica bastante abaixo da real, porque não subtraí os empregados da população activa), outro em que considerei que os empregados nesta rubrica se mantém na mesma desde o primeiro trimestre de 2011 e outro em que considerei que nesse período o valor do emprego nesta rubrica foi sempre igual ao da média do mesmo período (300,1 mil). Como facilmente se vê, o emprego público não tem impacte nas flutuações da taxa de emprego.

Gráfico emprego

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