Das manifestações pagas pelo contribuinte

aqui escrevi sobre o que andaram hoje a fazer as camionetas da autarquia comunista de Montemor-o-Novo (que não deveriam ser camionetas dos comunistas, mas adiante). Do que entretanto me apercebi, foi de várias pessoas (obrigado redes sociais) a falar de escolas encerradas um pouco por todo o país. (Odivelas, p.ex., as Secundárias da Póvoa, mas também o Clara de Resende no Porto).

Foi uma greve a modos que meia camuflada. Não tenho registo de nenhuma notícia prévia à dita nem há muitas do próprio dia dela, ainda que aparentemente muitos alunos e suas famílias tenham sido afectados.

Investigando melhor lá encontrei um pré-aviso de greve. Então porque é que fecharam as escolas? Porque os trabalhadores da administração local (como os auxiliares das escolas) foram a isso autorizados pelo STAL «essencialmente (sic!) no sentido de participar na acção de luta convocada pela CGTP-IN», razão que levou à convocação da greve – essencialmente, claro.

E depois?

E depois os que efectivamente quiseram ir à manifestação puderam contar com as suas câmaras, pelo menos as do Partido Comunista, para os levar. É a dupla (bastante una, diga-se) PCP-CGTP no seu melhor: greve convocada, autocarros mobilizados e eis se monta uma manifestação em que estão funcionários públicos que deveriam estar a trabalhar, trazidos por camionetas que deveriam estar a servir quem as paga – os munícipes. Estas manifestações não fruto da organização e da caixa dos sindicatos ou do esforço do manifestantes. O “povo” só está ali porque é pago pelo contribuinte: para faltar ao trabalho e para se deslocar. E para avançar uma agenda partidária particular.

Para mim valem zero.

De Évora vieram no mínimo 10…

 

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