Como assim “corte na escola pública”?

Se este orçamento acaso fosse dum governo que não o dos salvadores-da-pátria-incansáveis-defensores-das-coisas-boas-que-jamais-cortariam-na-educação-porque-não-são-fássssssistas-e-gostam-muito-de-pandas-bébé isto era coisa para dar aí uns três Prós e Contras uma Catarina Martins muito indignada e um professor Castilho de cabelos em pé (ok, isto é capaz de se concretizar na mesma).

As escolas públicas vão receber menos dinheiro em 2016 do que aquele que precisaram em 2015 para fazer face às despesas. Já as escolas privadas com contrato com o Estado vão ganhar mais.

Como agora na coligação de governo a esquerda (Bloco e tudo!) passou a ter uma postura responsável, esclareça-se que antes da entrega do documento sectorial da educação (dois dias, tipicamente, antes do respectivo ministro ir à comissão discutir o seu orçamento sectorial) é muito difícil avaliar isto com detalhe. Mas que em ano em que se repõem salários na Função Pública esta redução é estranha, é. É que foi justamente no peso salarial do ministério que os anunciados catastróficos cortes do passado se fizeram sentir.

Afinal ainda podiam cortar mais, apesar de este ano terem de somar já o aumento salarial da Função Pública. Mas lá está, esperemos.

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