A tempestade perfeita

Ninguém poderá dizer, portanto, que foi por falta de aviso – e aqui, confesso, já estou dentro do grupo dos que se devem incomodar e incomodado estou. Portugal investiu muito nos últimos anos para equilibrar as contas públicas. O défice de 2015, com direito a sucessivas mortes antecipadas pelo Partido Socialista, revelou-se ainda melhor que o esperado. E ver agora tudo a ser deitado fora para voltar o vodoo do passado não é que só incomode. É que não sei se o país aguenta mais uma falência pública. E se há coisa de que sabemos o PS capaz é disso. Com ou sem geringonça atrelada.

Escrevi isto há quinze dias. Hoje lê-se no Financial Times (via Insurgente):

To put the move in context, it’s the worst day, and the worst week, since the depths of the eurozone crisis in January 2012.

Investors have been nervous about Portuguese bonds ever since a left wing alliance toppled the centre right government in November.

Now attention is focused on the possibility of a downgrade. Portugal only has one investment grade rating, from DBRS, and if it loses that its bonds will no longer be eligible for the European Central Bank’s QE programme which has provided a huge boost over the last year.

Já não há muito mais por onde corrigir isto. Se a DBRS fizer downgrade vamos ficar em muito maus lençóis. E repito: avisos não faltaram.

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